Atenção Integral às Doenças Crônicas não Transmissíveis

Mais Dados Mais Saúde

Alavanca
Uso de dados, telessaúde e novas tecnologias

Tipo de grant
Pesquisa Aplicada em Saúde Pública

Todo país

Público beneficiado
Todas as pessoas que moram no Brasil

Iniciativa fomentada
desde 2024
Parceiros da iniciativa

O Mais Dados Mais Saúde é um programa de inovação no levantamento de dados em saúde pública, realizado por Umane e Vital Strategies, com parceria técnica da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e apoio do Instituto Devive. O programa também conta com parceiros específicos em seus módulos: a Resolve to Save Lives apoiou o estudo sobre Atenção Primária à Saúde (APS), e o Ministério da Igualdade Racial (MIR) foi parceiro governamental no módulo sobre discriminação cotidiana.

O programa parte da premissa de que conhecer em profundidade os desafios enfrentados pela população é um passo essencial para fortalecer políticas públicas mais equitativas e eficazes. Em um país marcado por desigualdades sociais, raciais, territoriais e ambientais, produzir evidências que considerem a pluralidade dos vários Brasis contribui para qualificar o debate público, apoiar o monitoramento e orientar decisões em saúde pública.

Anteriormente chamado de Covitel, o Mais Dados Mais Saúde nasce da experiência de duas edições do inquérito telefônico, realizadas em 2022 e 2023, com foco em doenças crônicas não transmissíveis e seus fatores de risco. No ciclo atual, o programa adotou uma nova abordagem metodológica, com coleta 100% digital. A mudança ampliou o alcance territorial dos levantamentos, tornou o processamento das informações mais ágil e criou condições para abordar temas sensíveis e emergentes, sempre a partir de uma perspectiva orientada por dados e equidade.

Em 2025, o programa lançou três módulos. O primeiro investigou a experiência das pessoas usuárias na Atenção Primária à Saúde (APS), com foco no acesso aos serviços e na qualidade do atendimento. O segundo aplicou, pela primeira vez no Brasil de forma integral e com abrangência nacional, a Escala de Discriminação Cotidiana, ferramenta validada internacionalmente para mensurar experiências de discriminação no dia a dia. O terceiro, Clima e Saúde na Amazônia Legal, analisou a relação entre mudanças climáticas, alimentação, saúde mental, doenças crônicas e fatores de risco, com atenção especial a povos e comunidades tradicionais.

Ao testar metodologias digitais de coleta e incorporar temas pouco explorados em inquéritos nacionais, o Mais Dados Mais Saúde contribui para ampliar a produção de evidências em saúde pública. Os resultados dos levantamentos ficam disponíveis no Observatório da Saúde Pública, plataforma da Umane, reforçando o compromisso da iniciativa com a transparência, o acesso qualificado à informação e o uso estratégico de dados para fortalecer políticas públicas no Brasil.

Resultado esperado

Fortalecer políticas públicas de saúde mais equitativas e eficazes por meio da geração de dados que embasem a tomada de decisões na gestão pública

Experiência do usuário na APS e desigualdade racial
2.458

pessoas no país entre agosto e setembro de 2024, responderam, por meio de questionários aplicados na internet, que basearam os dois primeiros módulos

40,5%

dos respondentes buscaram ajuda médica nos últimos 12 meses e não conseguiram atendimento

84%

dos brasileiros que se identificam como pretos já sofreram algum tipo de discriminação racial

72%

das mulheres pretas afirmaram ter enfrentado episódios discriminatórios motivados por mais de um fator, como raça, gênero, aparência física e classe social

Saúde e clima
4.037

moradores da Amazônia Legal foram entrevistados entre maio e julho de 2025

32%

dos respondentes disseram que já se sentem diretamente afetados pelas mudanças climáticas

53,8%

dos entrevistados pertencentes a povos e comunidades tradicionais disseram estar preocupados sobre a falta de alimentos associada aos ciclos de seca e cheia

Depoimentos